Calor=Água=que garrafa?

Está um calor que não aparece num prospectos turístico de promoção ao país. “Venha desfrutar de 40ºc à sombra” não me parece apelativo. Claro está sol e tal, mas de cada vez que tenho de andar para algum lado lembro-me de lava, vulcões e de todas as piadas misóginas envolvendo a expressão “granda brasa”. Não é bom.

Calor pede sobretudo água, e é sobre água este post. Aliás, sobre garrafas de água e sobre a cruzada de conversão de pessoas em bebedores de água da torneira. Longe vão os tempos em que o slogan “a água da torneira faz mal” era uma campanha de médio sucesso. Hoje em dia, sobretudo em Portugal, acho que toda a gente bebe água da torneira, da fonte ou daquela barata do Pingo Doce.

Queria falar sobre duas campanhas de sensibilização para beber água da torneira. Exceptuando alguns esforços realizados pela Ersar, a campanha do aumento de consumo de água, e do ritual de trazer água contigo para o trabalho ou noutra circunstância, tem sido impulsionada pelas autarquias dos dois maiores municípios portugueses, Lisboa e Porto. Antevisão conjunto

A Câmara Municipal do Porto, ou Porto., conjuntamente com a Águas do Porto, lançaram um concurso conjuntamente com a ESAD de Matosinhos para a criação de uma embalagem em duas versões, plástico e vidro, sendo que foi ganha por uma colaboração entre um docente dessa instituição, Paulo Seco, e uma aluna, Teresa Soares.

Lisboa, através da Epal, apresenta um produto semelhante e tem promovido numa campanha publicitária para conseguir o mesmo efeito, que mais e mais pessoas bebam água. Neste caso existe a possibilidade de as adquirir com diferentes cores, para as distinguir, creio.

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Para além das dificuldades em distribuir um produto deste tipo, encomendado por empresas, de água, que não estão habituados a distribuir garrafas pelas torneiras, estes produto têm pouco alcance. Sobretudo no caso da garrafa da Epal, já que a garrafa do parece-me que ainda não foi produzida.

Para além disto, alguém me explica porque é que uma garrafa tem de ter um código de distinção de cores? Water colors? Para distinguir a minha da tua? Não percebo. Parece-me uma tentativa de acrescentar valor social a um produto que não precisa de o ter. É agua.

Posto isto, estas iniciativas são de louvar, a água da torneira é perfeitamente boa, ainda que hajam prédios e concelhos que não permitam o seu consumo. Enfim, que haja toda a água do mundo para refrescar estes dias que aí vêem.

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Autor: sellmayer

Paulo Sellmayer is a portuguese/german designer based in Leiria, Portugal. He is the creative director at VICARA and holds his own office.

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