Pokemon e a realidade aumentada

Para quem tem estado debaixo de uma pedra ou partilha do interesse tecnológico de um agricultor de enxada, este post serve para vos comunicar que “a realidade aumentada já é uma realidade” (sic).

Pois bem, realidade aumentada (augmented reality, AR) é um dos extremos da realidade virtual, ou seja uma realidade digital que se sobrepõe ao mundo real por via da utilização de um dispositivo e de uma aplicação criada para o efeito. Os exemplos de sucesso mais conhecidos são os Invizimals ou as indicações do google maps em que no primeiro caso apontamos com a câmera do smartphone para um cartão e aparece um personagem, sendo que no caso dos google maps as indicações espaciais sobrepõem-se ao que estamos a ver através da câmara.

A história da Realidade Aumentada já é longa, sobretudo em termos conceptuais. O que é novo é ter passado nos últimos tempos de uma coisa do futuro, com muita investigação feita à volta deste tema, para uma coisa do presente.

Para quem nunca tentou imitar o sonido original do Pikachu isto vai parecer estranho. Pokémon é uma série animada japonesa criada em conjunção com um jogo, de tcg, de gameboy e outros suportes. Lançaram agora uma aplicação para telemóvel intitulada Pokemon GO que consiste em andar por um mundo virtual a coleccionar aventuras e estes pokemons, animais fantásticos que possuem poderes especiais.

Acontece que, apesar do jogo ter 20 anos, lançaram recentemente uma versão para smartphone em que o utilizador anda pelas cidades, ruas, e vielas à procura destes seres fantásticos. Os bichos aparecem no ecran do utilizador como se fossem uma ratazana da sarjeta, querida em si mas num contexto suficientemente assustador para criar desastres, e o objectivo é coleccioná-los, descobrir novos mundos e defrontar oponentes.

O lançamento deste jogo tem gerado uma enorme onda de envolvimento. A constatar pelos lucros da empresa, a Nintendo, e pela sua valorização no mercado, num período de nem mais nem menos do que uma semana, e pela massiva adesão popular e dos media este é já um dos eventos do ano. Em termos económicos, gerou 11 mil milhões numa semana, sociais, tem causado inúmeros episódios, e, claro, tecnológicos, ou não fosse este um exemplo de que a AR já está aí para ficar.

Qualquer dia temos galerias públicas de arte digital. É só uma ideia. E uma sugestão, que até podia envolver um festival de arte digital, visualizado através de realidade aumentada. Estou só a dizer. Acho que assim os eventos de arte pública poderiam ter uma afluência mais ou menos parecida com isto:

 

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Autor: sellmayer

Paulo Sellmayer is a portuguese/german designer based in Leiria, Portugal. He is the creative director at VICARA and holds his own office.

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