Necessidade de sobrevivência

A necessidade de sobrevivência leva-nos muitas vezes a fazer muito com pouco, só porque não há outra alternativa. Salve-se quem puder é, por vezes, o prelúdio de épicas cruzadas pelo desenvicilhanço onde a dignidade humana se encontra no mesmo lugar da Maddie. Nowhere to be found. Existe porém um certo interesse em mostrar, da mesma forma que os nossos antepassados evolutivos matavam animais com machados de silex, o cromado ancestral, como

ocorre a criatividade ao espírito em momentos de maior aperto.

Esta imagem vem de um dos últimos artigos do Justin Mcguirk, no The Guardian, em que ele fala disso mesmo. Em Sarajevo, no Museu Nacional, encontra-se presente uma exposição de artefactos fabricados artesanalmente no tempo do cerco à cidade onde a privação de água canalizada e electricidade bem como o acesso a comida de fora fez com que se dessem largas à imaginação na procura de soluções para tornar a vida mais fácil.

 

“(…)the objects attest to the citizens’ bottomless ingenuity and represent a design culture that has nothing to do with leisure, technological progress or social mobility but, rather, survival.”

Nesta pura necessidade de sobrevivência encontram-se exemplos reais espantosos, que Mcguirk refere no seu texto. Filmes como Mad Max e algumas distopias ciberpunk e novelas steam punk já nos apresentaram semelhantes saídas para ambientes próximos do apocalíptico, mas o que aqui interessa retirar é aquilo que Mcguirk refere neste parágrafo:

“We think of design as one of the planes on which civilisation charts its course, measuring ourselves by our technological achievements and our talent for pleasing forms. But when civilisation breaks down, we resort to a cunning DIY culture with the resultant Mad Max mechanics and none of the Hollywood styling. Naive though some of these objects appear, their worth was weighed in how effective they were. In that sense, they represent a rare thing: a non-consumerist design culture. That’s not to say there was not a market for it – one of those pot-stoves would set you back seven packs of cigarettes if you couldn’t make your own – but this was an alternative economy that had nothing to do with novelty, desire or retail therapy. It was about staying alive.”

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Autor: sellmayer

Paulo Sellmayer is a portuguese/german designer based in Leiria, Portugal. He is the creative director at VICARA and holds his own office.

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