Genómica e design

Há uns tempos descobri uma coisa que a engenharia genética poderá fazer e que pode ser  a única salvação para a carência de alimentos face ao contínuo aumento da população mundial.

Podemos combinar genes para que o arroz contenha vitamina A. O chamado Golden Rice. Alimentando assim de maneira simples e eficaz 2 biliões de seres humanos carenciados. Prevenindo-os da cegueira e da malnutrição.

Desde a evolução genética, manifestada tanto pela sobrivência do mais apto/selecção natural ou pelo cruzamento de espécimes e espécies que nos ofertou os chiuauas, aos ares condicionados aquecedores e ventoínhas ou vacinas e antibióticos que povoam o nosso bem estar, nós já vivemos num estado artificial de civilização. Os tomates eram dourados, pommodoro siginifica literalmente maçã de ouro, mas foram alteradas de modo a que passassem a ser vermelhos, já que estas tinham mais sucesso nos mercados. O ser humano sobrive graças ao artificial.

Simplesmente para melhorar a nossa condição de vida, criámos  um ideal que vem consequentemente a ser conquistado às limitações da natureza. Esse é o Mundo em que vivemos, e sabendo de onde vimos também sabemos para onde devemos ir. A evolução exige que a Bio-genética e a genómica sejam áreas fulcrais no desenvolvimento humano, como a eugenia e o cruzamento de espécimes foram.

Os arautos da destruição de tudo o que é transgénico, provavelmente também adoravam os X-men enquanto crianças, e são apenas a resistência cultural natural a algo que nem disruptor é, a ciência e o seu avanço é que nos permitem hoje em dia almejar aquilo que o enxerto fez outrora para que as maçãs se tornassem doces. Também há quem seja contra o facebook, e a internet, e não perceba que vantagem isso traz para o seu quotidiano. Vão sempre haver velhos no Restelo.

Acredito mesmo que a engenharia genética seja o futuro. Nem a propósito, e já que aqui se fala de design, deparei me há uns tempos com o trabalho da Alexandra Ginsberg, muito a propósito deste tema. Ela tomou parte de um projecto de investigação na área da engenharia genética, onde os designers foram desafiados a dar um fim ao resultado alcançado pela equipa de cientistas. Este projecto pode ser visto aqui. Basicamente a côr da merda seria o diagnóstico de uma determinada doença. Isto como? Mutando uma bacteria, a E. colli, do aparelho digestivo para reagir quimicamente a uma doença mudando de côr e assim alertando o autor. Merda verde é cancro, vermelha leucemia, amarelo pizza estragada.

Tendo por base a alteração das características base de organismos, e servindo-nos da engenharia genética com que podem ser copy pastadas certas propriedades conhecidas e assim construídos organismos ímpares, os chamados Bio Bricks, o uso da criatividade neste ramo dominado pelo avanço incremental do conhecimento científicos poder-nos-á levar a soluções disruptoras dos actuais sistemas, por exemplo, alimentícios e energéticos.

É somente mais uma área onde o designer pode ver ser valorizada a sua criatividade.

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Autor: sellmayer

Paulo Sellmayer is a portuguese/german designer based in Leiria, Portugal. He is the creative director at VICARA and holds his own office.

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